Ao iniciarmos a leitura de O centésimo em Roma , quinto livro de Max Mallmann, somos transportados para a Roma Antiga, entre os anos 68 e 70 d.C. Recuamos dois milênios no tempo. Nessa viagem ao passado, acompanhamos as atrocidades de imperadores despóticos, convivemos com a ambição e os vícios da aristocracia romana e seguimos os legionários em suas caçadas aos cristãos. Tudo isso no cenário de uma cidade barulhenta, em cujas ruelas estreitas se cruzam pregoeiros, cambistas, mendigos, adivinhos, dentre outros indivíduos de diferentes raças e culturas, vindos de diversos pontos do vasto Império. No bairro pobre, onde mora o protagonista do romance, frequentamos tabernas, tomamos contato com a gente simples que, entregue a si mesma, luta para sobreviver, sem qualquer possibilidade de interferir nos rumos tomados por aquela república sui generis. Gente que, aglomerada nas praças, assiste a cenas violentas decorrentes de insanas disputas pelo poder como se estivesse nos espetáculos circenses, torcendo por uns ou por outros, fazendo apostas para auferir algum lucro. Curiosamente, quanto mais nos enredamos na política e nos costumes desse tempo tão afastado do nosso, mais somos assaltados pela incômoda impressão de que a distância entre aquela realidade e a que vivemos não é tão grande como tínhamos imaginado.
O centésimo em Roma é um romance histórico que, retomando o subgênero nascido no século XIX, afasta-se daquele modelo. O chamado romance histórico clássico, cujo paradigma é a obra de Walter Scott, surgiu num contexto de profunda crença na possibilidade de figuração realista do passado como passo decisivo para a compreensão e resolução dos conflitos do presente. O romance de Mallmann, ao contrário, é fruto de uma época que olha o passado com a descrença dos tempos atuais, sendo que a própria objetividade do discurso histórico é posta sob suspeita. No lugar da visão evolutiva da História, o autor, num diapasão irônico, aponta para uma temporalidade cíclica, para a eterna repetição dos mesmos erros: não é por acaso que o título, a epígrafe e o último parágrafo do livro são retirados da obra de Machado de Assis. Por esse viés, o romance filia-se também à vertente narrativa inaugurada por Umberto Eco, que, inspirado em Jorge Luis Borges, mesclou o tema histórico e o policial, renovando o subgênero com a publicação de O nome da Rosa , em 1980.
O personagem principal de O centésimo em Roma não é, então, um grande herói nobre, idealista, que pretende mudar o mundo. Dolens - aquele que sofre, como indica seu nome - é um homem comum, plebeu, lutando para subir na vida, de preferência sem abrir mão de alguns bons sentimentos, numa sociedade em que todo valor é traduzido em moedas. Figura forte, bem construída pelo autor, Dolens tem tudo para conquistar o público contemporâneo.
Resultado de uma ampla pesquisa em textos de historiadores antigos e modernos, o romance dialoga, através de citações, diretas ou não, com essas obras e com a literatura de diferentes períodos, sem perder o tom coloquial e o bom humor. Consegue, assim, prender a atenção do leitor até a última página.
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Editora: Rocco Autor: Max Mallmann Páginas: 424 Acabamento: Brochura Dimensões: 16 x 23 cm ISBN: 9788532525079
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